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Temu lidera downloads na América Latina, mas Mercado Livre concentra o faturamento

Dois levantamentos publicados nas últimas semanas apontam líderes distintos. No Brasil, instalações de apps de compras cresceram 5% e as sessões avançaram 35%

· 2 min de leitura

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Temu lidera downloads na América Latina, mas Mercado Livre concentra o faturamento

A Temu foi o aplicativo de compras mais baixado da América Latina no primeiro semestre de 2026, à frente de Shein e Mercado Livre, segundo o Shopping App Insights Report, da Adjust. A liderança se repete na Europa, no Oriente Médio e Norte da África, na América do Norte e no ranking global. A única região em que a plataforma não aparece no topo é a Ásia-Pacífico, liderada pela Meesho, onde a Temu ocupa a oitava posição.

No faturamento, a ordem se inverte. Levantamento do Instituto Retail Think Tank, que dá continuidade aos estudos da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, estima o GMV digital do Mercado Livre em R$ 185 bilhões em 2025. Na sequência aparecem Shopee, com R$ 70 bilhões, Magalu, com R$ 44,3 bilhões, e Amazon, com R$ 40 bilhões.

A Temu registrou o maior crescimento do ranking em 2025, com alta de 376%.

O que separa download de venda

Os dados de uso ajudam a explicar a distância entre os dois rankings. As sessões em aplicativos de e-commerce cresceram 25% na América Latina no primeiro semestre de 2026. No Brasil, o avanço foi de pelo menos 35%. As instalações, porém, subiram 5% no mesmo período.

Segundo Fernando Cabral, diretor de Growth para a América Latina da Adjust, em um mercado em que os aplicativos de compras já fazem parte da rotina, o desafio deixa de ser conquistar downloads e passa a ser gerar recorrência e identificar quais canais trazem consumidores que retornam e geram valor.

Onde o varejo tradicional aparece

O ranking de marketplaces não é exclusivo das plataformas nativas digitais. O Grupo Casas Bahia aparece com GMV digital estimado em R$ 18,7 bilhões, e o Carrefour ocupa a sexta posição, com R$ 16,7 bilhões.

No top 10 de downloads da América Latina, a composição é semelhante. Depois de Temu, Shein, Mercado Livre e Shopee, aparecem Amazon Shopping, AliExpress e Alibaba.com. Magalu, Méliuz e OLX Brasil fecham a lista, com três operações brasileiras entre as dez mais baixadas da região.

O recorte por setor

O mesmo estudo do Instituto Retail Think Tank aponta contrastes de digitalização entre os segmentos do varejo brasileiro. Drogarias e perfumarias e óticas e joias registram 100% de penetração digital. Supermercados aparecem na ponta oposta, com 60,5%.

Supermercados e hipermercados respondem por 53,2% das vendas das 300 maiores varejistas do país. Drogarias e perfumarias somam outros 14,9%. Juntos, os dois setores concentram 68,1% do total.

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