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IA chega a 21% dos supermercados brasileiros e se concentra em marketing, não na retaguarda

Ranking ABRAS 2026 aponta que 69% das empresas do setor não usam a tecnologia em nenhuma etapa da operação

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IA chega a 21% dos supermercados brasileiros e se concentra em marketing, não na retaguarda

O uso de inteligência artificial no varejo alimentar brasileiro segue restrito e concentrado nas áreas de comunicação e comercial. Abastecimento, previsão de demanda e gestão de equipes — frentes que concentram os investimentos das redes norte-americanas — permanecem à margem da tecnologia no país.

Segundo o Ranking ABRAS 2026, realizado pela Associação Brasileira de Supermercados em parceria com NielsenIQ, Sebrae e Receita Federal, 21% das empresas utilizam soluções baseadas em IA em alguma etapa da operação ou da gestão. Outras 69% não adotam a tecnologia e 10% estão em fase de teste.

Entre as que já utilizam, as principais áreas de aplicação são marketing (60,4%), vendas (48,1%) e gestão administrativa e financeira (37,7%). O nível de maturidade predominante é o uso pontual em áreas específicas (47,7%), seguido pelo uso experimental ou em piloto (43,7%).

Automação de loja avança pela frente de caixa

Metade das empresas (49,9%) já opera com alguma solução digital ou automatizada nas lojas físicas. Entre elas, o self-checkout lidera com 77,2% de adoção, seguido pelo monitoramento em tempo real por câmeras com análise inteligente (32,1%) e por sistemas antifurto eletrônicos integrados (28,5%).

Os objetivos declarados reforçam a concentração na área de vendas: melhoria da experiência do cliente (70,7%), redução de filas e tempo de checkout (69,5%) e aumento da produtividade operacional (61,8%).

Nos EUA, IA sai da fase de teste

Na 11ª edição do Grocery Tech Trends Study, o Progressive Grocer entrevistou 70 varejistas de alimentos em março e abril para mapear em que tecnologias o setor investe, como a loja física está sendo modernizada e o deslocamento da inteligência artificial da experimentação para a implementação.

O estágio contrasta com o brasileiro, em que mais de 90% das empresas que já usam IA estão em uso pontual ou em piloto, segundo a ABRAS.


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