Pular para o conteúdo

Perdas no varejo crescem mais que o dobro do faturamento e chegam a R$ 42,1 bilhões

Índice sobe para 1,65% das vendas, maior patamar em quase dez anos de série. Loja de conveniência lidera a deterioração; farmácia registra alta de furtos de análogos de GLP-1

· 1 min de leitura

Compartilhar
Perdas no varejo crescem mais que o dobro do faturamento e chegam a R$ 42,1 bilhões

O varejo brasileiro perdeu R$ 42,1 bilhões em 2025, segundo a 9ª Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas em parceria com a Protiviti. O índice médio de perdas passou de 1,51% das vendas em 2024 para 1,65% em 2025.

O descompasso entre as duas curvas é o dado central do levantamento. Enquanto o faturamento do setor cresceu 6,4% no período, o impacto financeiro das perdas avançou 15,3%. Em termos práticos, a cada R$ 61 vendidos, R$ 1 foi perdido. Um ano antes, a proporção era de R$ 66 para cada R$ 1.

Segundo Carlos Eduardo Santos, presidente da Abrappe, as perdas cresceram mais do que o varejo, e a prevenção precisa ser tratada como prioridade pelo setor.

O patamar é o mais alto do período recente. A série da entidade começa em 2016, com índices que variavam entre 1,30% e 1,40% nos primeiros anos. Em 2021 o indicador chegou a 1,21%, o menor da série, e desde então subiu de forma quase contínua até o atual 1,65%.

Onde a perda cresceu

O segmento que mais contribuiu para a elevação foi a loja de conveniência, cujo índice passou de cerca de 3% para 3,80% entre 2024 e 2025. Nas perfumarias, o avanço foi de 1% para 1,55%.

No varejo farmacêutico, o levantamento registra aumento de furtos ligados a medicamentos de alto valor, com destaque para os análogos de GLP-1. Ainda assim, o índice geral do segmento manteve relativa estabilidade e fechou 2025 em 1,24%, abaixo da média do varejo.

Nem todos os segmentos pioraram. O varejo de artigos esportivos reduziu o indicador de 1,22% para 0,45%, menos da metade do patamar anterior.

Leia também