Mercado farmacêutico soma R$ 279,7 bilhões em 12 meses até julho
Faturamento cresce 13,71% em reais, enquanto o volume avança 2,84%

O mercado farmacêutico brasileiro movimentou R$ 279,7 bilhões nos 12 meses encerrados em julho de 2026, segundo o relatório Cup News Canal Farmácias, da Close-Up International. O crescimento foi de 13,71% em reais e de 2,84% em unidades, com 8,71 bilhões de unidades comercializadas no período.
Os medicamentos sob prescrição registraram o maior ritmo de expansão, com alta de 17,18% em reais e de 5,65% em unidades. Os isentos de prescrição avançaram 6,34% em reais, mas o desempenho em volume foi mais contido, com crescimento de 1,55% no período móvel, de acordo com Filipe Campos, líder de Market Insights da Close-Up International.
Os genéricos aparecem entre os destaques do levantamento. Na prescrição, a categoria cresceu 20,20% em reais e 8,38% em unidades. Entre os isentos de prescrição, o avanço foi de 16,68% em reais e de 11,79% em unidades.
O contraste está nos não medicamentos, categoria que concentra higiene pessoal, beleza e conveniência. O segmento movimentou 3,37 bilhões de unidades nos 12 meses até julho, com crescimento de 0,45%. No acumulado do ano, o volume caiu 0,52%. Unilever, Nestlé e Procter & Gamble lideram o segmento em unidades, com Raia Drogasil na quarta posição.
A escala do canal sustenta o movimento das redes para monetizar audiência própria. A primeira edição do Retail Media Pharma foi realizada em 2 de setembro, em São Paulo, pela Abramedia, com apoio institucional de Abrafarma, IQVIA, NIQ, Abratrade e Shop!Brasil. As redes associadas à Abrafarma concentram cerca de 53% das vendas de medicamentos do país e representam aproximadamente 11% dos pontos de venda nacionais.
Em levantamento separado, referente a 2025 e apresentado na Conferência Saúde & Farma 2026, a IQVIA apurou que o varejo farmacêutico movimentou R$ 246,1 bilhões e que as vendas digitais superaram dois dígitos de participação pela primeira vez, com mais de 11% do total e R$ 27,5 bilhões de receita, medidos pelo preço efetivamente pago pelo consumidor.
Dados do relatório Cup News Canal Farmácias, da Close-Up International, e do levantamento da IQVIA divulgados pelo Panorama Farmacêutico.


