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Leite longa vida sobe 3,41% e limita a deflação da cesta de alimentos em agosto

Alimentação no domicílio caiu 0,97% em agosto, mas o leite é o principal item em alta e sustenta a menor variação entre as onze praças pesquisadas

· 2 min de leitura

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Leite longa vida sobe 3,41% e limita a deflação da cesta de alimentos em agosto

O leite longa vida foi o item de maior pressão sobre a cesta de alimentos em agosto e limitou o alcance da deflação registrada no varejo alimentar, segundo o IPCA-15 divulgado na quarta-feira (26) pelo IBGE.

O produto subiu 3,41% no país no período de coleta, entre 16 de julho e 14 de agosto. Em São Paulo, praça de maior peso no índice, com 33,45%, a alta chegou a 4,66% e é apontada pelo IBGE como um dos fatores que fizeram da capital paulista a região com menor variação negativa entre as onze pesquisadas, com apenas -0,06%. Todas as demais praças tiveram recuos mais pronunciados, até -0,82% em Curitiba.

Para o supermercadista, o resultado desenha uma cesta em duas velocidades no mês: enquanto o hortifrúti abre espaço para agressividade em preço, os lácteos seguem em trajetória de alta.

Hortifrúti puxa a deflação

O grupo alimentação e bebidas variou -0,57% em agosto, após queda de 0,66% em julho, segundo mês consecutivo de recuo. A alimentação no domicílio caiu 0,97%.

As maiores quedas vieram de perecíveis: tomate (-27,38%), batata-inglesa (-25,14%) e cenoura (-17,05%). O café moído recuou 2,31%. No lado das altas, além do leite longa vida, as frutas subiram 3,11%.

A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,55% em julho para 0,42% em agosto. O lanche subiu 0,75%, acima do 0,30% do mês anterior, enquanto a refeição desacelerou de 0,66% para 0,25%.

Índice geral tem queda de 0,40%

O IPCA-15 fechou agosto em -0,40%, ante alta de 0,06% em julho. No ano, acumula 3,09%, e em 12 meses, 4,24%, abaixo dos 4,52% dos doze meses anteriores.

O resultado foi puxado principalmente por habitação (-1,41%), com a energia elétrica residencial em queda de 6,25% após a incorporação do Bônus de Itaipu nas faturas de agosto, e por transportes (-1,00%), com recuos em passagem aérea (-13,30%) e combustíveis (-1,43%).

Todas as onze áreas pesquisadas registraram variação negativa no mês.


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