Grupo Muffato se consolida como segundo maior acionista do Assaí
Participação de 11,19% motivou questionamento da CVM após reportagem sobre uma possível combinação de negócios entre as empresas, que o Assaí negou

O Grupo Muffato acumula hoje 11,19% do capital do Assaí, posição que o coloca como segundo maior grupo de acionistas da companhia, atrás apenas da gestora Orbis, com cerca de 11,57%. A participação foi comunicada ao mercado em novembro de 2025 e ampliada em fevereiro deste ano, quando a aquisição foi submetida à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
O tamanho da posição voltou ao centro das atenções depois que a imprensa publicou, em 10 de agosto, uma reportagem sobre uma possível aproximação entre as duas empresas. No mesmo dia, a Comissão de Valores Mobiliários enviou à companhia um ofício solicitando esclarecimentos sobre o conteúdo da matéria.
Em resposta, o Assaí informou não haver, até a data do comunicado, negociação, estudo ou operação em curso envolvendo combinação de negócios, fusão, incorporação ou transferência de controle com o Grupo Muffato. A companhia afirmou não ter prestado declarações, comentários ou informações à imprensa sobre a reportagem, e disse ter consultado seus principais administradores e outras pessoas com acesso a informações relevantes antes de enviar a resposta.
O Assaí também esclareceu que a participação do Grupo Muffato não concedeu aos investidores direitos especiais, acesso diferenciado a informações ou prerrogativas de governança além das previstas na Lei das S.A., na regulamentação da CVM e no estatuto social da empresa. A companhia disse não ter identificado oscilação atípica na cotação, no preço ou na quantidade negociada de suas ações, e classificou as referências a uma possível combinação de negócios como inferências e especulações de mercado.
O episódio ocorre em um momento de mudanças no ritmo de expansão do setor de atacarejo no Brasil. Um relatório do Itaú BBA mostrou queda nas inaugurações líquidas de lojas do formato em um ano recente, com Atacadão e Assaí reduzindo o ritmo de aberturas, enquanto redes regionais como Grupo Pereira, Koch, Muffato e Atakarejo mantiveram o passo de expansão, concentrado principalmente no Nordeste e no Sul do país.


