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PetSul Brasil volta em setembro com o setor pet crescendo menos e serviços puxando a receita

Segunda edição da feira catarinense ocorre de 26 a 28 de setembro, em São José, depois de estrear com 2 mil visitantes e quase 70 marcas; mercado deve faturar R$ 81,2 bilhões em 2026, avanço de 4,2%

· 3 min de leitura

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PetSul Brasil volta em setembro com o setor pet crescendo menos e serviços puxando a receita

A PetSul Brasil realiza sua segunda edição entre 26 e 28 de setembro, no Centro de Eventos Mundo Car, em São José, na Grande Florianópolis. O evento reunirá expositores de diferentes segmentos da cadeia, com lançamentos, tendências e soluções voltadas a quem atua no mercado pet. A feira chega ao calendário em um momento distinto daquele da estreia: o setor deixou de crescer em ritmo de dois dígitos e passou a exigir do varejista decisões mais finas de mix, margem e serviço. 

O que os números dizem agora

O mercado pet brasileiro fechou 2025 com faturamento de R$ 77,96 bilhões, alta de 3,56% sobre o ano anterior, e a projeção para 2026 é de R$ 81,24 bilhões, avanço de 4,21%. O desempenho de 2025 representou uma revisão sucessiva para baixo ao longo do ano e o menor crescimento desde 2019, pressionado por inflação, câmbio e desaceleração do consumo. Com IPCA acima do crescimento nominal, o resultado equivale a retração real. 

A composição da receita explica onde estão as oportunidades. O pet food responde por 52,86% do faturamento em 2026, enquanto serviços gerais como banho, tosa e hospedagem crescem 5,23% e serviços veterinários avançam 4,65%. Ou seja: a categoria mais representativa é também a mais estagnada, e o crescimento migrou para o serviço prestado dentro da loja. 

Por que Santa Catarina

A PetSul é organizada pela XPO Feiras e Eventos, mesma promotora da Feira Salão de Gramado, e nasceu para conectar marcas, distribuidores, veterinários, groomers e lojistas em um único espaço no Sul do país. Santa Catarina está entre os estados com maior concentração de domicílios com animais de estimação, o que favorece o empreendedorismo no segmento. 

A estreia, em outubro de 2025, reuniu quase 70 marcas expositoras e visitantes de diversos estados, com programação voltada à inovação, networking e qualificação profissional. Foram 2 mil visitantes, 50 expositores e 67 marcas. O porte situa a PetSul como evento regional de entrada, e não como concorrente direto da PET South America, que deve reunir mais de 270 marcas em São Paulo. 

O cálculo para o lojista

Para pet shops e clínicas de pequeno e médio porte, o principal argumento é o custo de acesso. A entrada é gratuita mediante credenciamento profissional, e a proximidade geográfica reduz despesa de deslocamento e tempo fora da operação frente às feiras de São Paulo. 

A programação da primeira edição indicou o formato: palestras com especialistas, workshops de gestão, arenas de conteúdo e o campeonato Ômega New Talents, voltado ao grooming. O campeonato Ômega está confirmado para 2026. Em um ano de margem apertada, a capacitação em tosa e estética tem retorno direto: são justamente os serviços que crescem acima da média do setor. 

O mix apresentado na estreia sinaliza para onde a indústria está empurrando o sortimento: cosméticos veganos, whey protein para cães e gatos, coleções de moda com proteção UV, linhas premium para roedores, alimentação à base de insetos e soluções tecnológicas para clínicas e pet shops. São categorias de maior valor agregado, com giro menor e margem maior, e a decisão de comprar exige avaliar se o público da loja sustenta esse ticket. 


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