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Pet shops de pequeno e médio porte respondem por 48% do faturamento do setor

Levantamento da Abempet apresentado à Câmara Setorial de Animais de Estimação do Ministério da Agricultura projeta R$ 37,2 bilhões para o canal em 2025

· 2 min de leitura

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Pet shops de pequeno e médio porte respondem por 48% do faturamento do setor

Os pet shops de pequeno e médio porte concentram a maior parcela do faturamento do setor pet brasileiro, segundo dados da Abempet apresentados à Câmara Setorial de Animais de Estimação do Ministério da Agricultura e Pecuária. O canal responde por 48,1% do total projetado para 2025, o equivalente a R$ 37,2 bilhões.

A projeção completa do setor, calculada com base no terceiro trimestre de 2025, é de R$ 77,3 bilhões, com alta de 2,6% sobre os R$ 75,4 bilhões registrados em 2024.

A distribuição por canal

Depois dos pet shops de pequeno e médio porte, o segundo canal em faturamento são as clínicas e hospitais veterinários, com R$ 13,5 bilhões, ou 17,5% do total.

As mega stores aparecem em seguida, com R$ 7,4 bilhões e participação de 9,6%. O varejo alimentar, que inclui hipermercados e supermercados, soma R$ 6,3 bilhões, ou 8,2%. O comércio eletrônico registra R$ 6,3 bilhões, com 8,1%. As agrolojas contabilizam R$ 5,6 bilhões, correspondentes a 7,2%. A categoria que reúne clubes de serviço, lojas de conveniência e outros formatos totaliza R$ 1 bilhão, ou 1,3%.

A participação no comércio eletrônico

O mesmo levantamento abre o faturamento do comércio eletrônico por origem da venda. Nesse recorte, o e-commerce especializado responde por 37,1%, as mega stores por 32,8% e os pet shops de pequeno e médio porte por 20,1%.

Clínicas e hospitais veterinários somam 4,5%, o varejo alimentar 2,6%, as agrolojas 2,4% e os demais formatos 0,5%.

Os pet shops de pequeno e médio porte, que respondem por 48,1% do faturamento total do setor, aparecem com 20,1% no recorte do comércio eletrônico.

O desempenho por segmento

O levantamento aponta que o faturamento do setor cresce em ritmo mais lento na comparação com anos anteriores. Entre os segmentos, os serviços gerais e o mercado veterinário registram os melhores indicadores, com 7% e 5%.

O pet food, que responde pela maior fatia do faturamento setorial, aparece como o segmento mais conservador, com crescimento de 0,16%.

A população pet

O documento também apresenta a evolução da população de animais de estimação. O Brasil registrou 160,9 milhões de pets em 2024, alta de 2,71% sobre 2023, o que mantém o país na terceira posição mundial, atrás de China, com mais de 438 milhões, e Estados Unidos, com mais de 290 milhões.

Por espécie, os cães passaram de 62,2 milhões para 63,7 milhões. As aves ornamentais foram de 42,8 milhões para 43,3 milhões. Os gatos saíram de 30,8 milhões para 32,2 milhões. Os peixes avançaram de 22,2 milhões para 22,6 milhões, e os répteis e pequenos mamíferos, de 2,8 milhões para 2,9 milhões.

Segundo a Abempet, as categorias que mais crescem são as de animais que melhor se adaptam a ambientes menores e que dependem menos de interação constante com o tutor, com alta de 4,5% para gatos e de 1,8% para répteis e pequenos mamíferos.

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