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Farmarcas cria categoria de emagrecimento sem a caneta e aposta na compra seguinte

Administradora de 11 redes associativistas estruturou gôndola com whey, creatina, vitaminas e nutrição esportiva, voltada a quem já usa Mounjaro, Wegovy ou Ozempic. Piloto está em uma loja da rede Super Popular

· 2 min de leitura

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Farmarcas cria categoria de emagrecimento sem a caneta e aposta na compra seguinte

A Farmarcas criou uma categoria de emagrecimento no ponto de venda de suas farmácias sem incluir as chamadas canetas emagrecedoras no sortimento. A categoria reúne suplementos, vitaminas, whey protein, creatina e produtos de nutrição esportiva, voltados a consumidores que já utilizam medicamentos à base de GLP-1 ou que buscam mudanças de hábito ligadas à saúde. O projeto já foi implantado em uma unidade piloto da rede Super Popular, que servirá de referência para a expansão do modelo.

A administradora afirma que não está criando um espaço para vender canetas emagrecedoras, e sim estruturando um ambiente de orientação e cuidado para consumidores que já estão em tratamento ou decidiram investir em hábitos mais saudáveis.

A iniciativa não se limita ao sortimento. O projeto inclui uma forma própria de gerenciamento de categorias, com orientações sobre organização do mix, exposição dos produtos, disposição nas gôndolas e treinamento das equipes de loja.

Quem é a Farmarcas

A Farmarcas é uma administradora de redes associativistas de farmácias, associada à Febrafar, que reúne 11 bandeiras, entre elas Ultra Popular, Super Popular, Mega Pharma, Farma100 e Maisfarma. O modelo agrupa farmácias independentes sob gestão centralizada de compras, marketing e operação, sem que o proprietário perca a titularidade do negócio.

Em novembro de 2025, a organização atingiu R$ 10 bilhões em vendas acumuladas em 12 meses e projeta chegar a R$ 17 bilhões até 2030. A expectativa era encerrar 2025 com 1.785 farmácias em operação. Segundo Edison Tamascia, que preside a Farmarcas e a Febrafar, o grupo cresceu 50% acima do mercado no período.

O tamanho do mercado

Levantamento da Close-Up International Brasil, agência de dados do canal farmacêutico, aponta que Mounjaro, Wegovy e Ozempic movimentaram R$ 13,3 bilhões nas farmácias e drogarias brasileiras entre maio de 2025 e maio de 2026.

O Mounjaro, da Lilly, respondeu por R$ 8,52 bilhões, seguido pelo Wegovy, da Novo Nordisk, com R$ 3,74 bilhões, e pelo Ozempic, também da Novo Nordisk, com R$ 1,10 bilhão. O Ozempic foi o único a recuar no período, saindo de R$ 2,5 bilhões. O Mounjaro chegou ao mercado brasileiro em maio de 2025, depois do Wegovy, disponível desde julho de 2024, e ainda assim registrou faturamento mais de duas vezes superior ao do concorrente.

Os medicamentos estão sujeitos aos tetos de preço definidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED. Suplementos e produtos de nutrição não seguem esse regime.

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