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Varejo perde R$ 1 a cada R$ 61 vendidos, aponta pesquisa da Abrappe

Estudo com dados de 2025 mostra índice médio de perdas de 1,65% do faturamento e prejuízo de R$ 42,1 bilhões; nas farmácias, o índice ficou estável, mas cresceram os furtos de medicamentos de alto valor

Varejo News

· 2 min de leitura

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Varejo perde R$ 1 a cada R$ 61 vendidos, aponta pesquisa da Abrappe

O varejo brasileiro registrou R$ 42,1 bilhões em perdas em 2025, alta de 15,3% em relação ao ano anterior, segundo a 9ª Pesquisa Abrappe de Prevenção de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas em parceria com a Protiviti.

O índice médio de perdas sobre o faturamento passou de 1,51% em 2024 para 1,65% em 2025, aumento de 9,27%. Na leitura adotada pelo estudo, isso significa que a cada R$ 61 vendidos o varejista perdeu R$ 1. Em 2024, a proporção era de R$ 1 a cada R$ 66.

O avanço das perdas ocorreu em ritmo superior ao do próprio setor. Enquanto o faturamento do varejo cresceu 6,4% no período, alcançando R$ 2,55 trilhões, o impacto financeiro das perdas subiu 15,3%.

Segundo o presidente da Abrappe, Carlos Eduardo Santos, as perdas cresceram mais do que o varejo, uma vez que o faturamento avançou 6,4% enquanto o impacto financeiro das perdas aumentou 15,3% e ultrapassou R$ 42 bilhões.

Alta interrompe queda registrada em 2024

Os dados da Abrappe mostram que o índice médio de perdas vinha em trajetória de alta antes da redução observada em 2024. O indicador passou de 1,48% em 2022 para 1,57% em 2023, recuou para 1,51% em 2024 e voltou a subir em 2025, alcançando 1,65%, o maior patamar do período.

Farmácias: índice estável, furto concentrado

No recorte por segmento, as farmácias apresentaram estabilidade no índice geral de perdas, em 1,24%. O estudo aponta, porém, aumento dos furtos ligados a medicamentos de alto valor, com destaque para os da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade.

O maior índice da pesquisa ficou com o segmento de conveniência, com 3,81% e alta de 24,5%. Segundo o levantamento, o resultado foi impactado por perecíveis e por estrutura de prevenção menos estruturada.

Carlos Eduardo Santos afirmou que o varejo farmacêutico foi afetado pelo aumento de furtos. Sobre a conveniência, disse que uma das hipóteses consideradas pelo mercado é que mudanças nos hábitos de consumo relacionadas às canetas emagrecedoras estejam afetando a demanda por determinadas categorias do segmento.

O que a edição anterior apontou sobre as causas

A distribuição das causas das perdas não foi detalhada nos resultados divulgados desta edição. Na edição anterior da pesquisa, realizada em parceria com a KPMG e referente a 2024, cerca de 70% das perdas do varejo brasileiro estavam concentradas em quebras operacionais, furtos interno e externo e erros de inventário.

Ainda com base nos dados de 2024, farmácias e drogarias haviam registrado aumento de 38,9% nas perdas, atribuído pelo estudo a roubo e furto de canetas de emagrecimento, dermocosméticos e produtos de alto risco.

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