Rede chinesa Mixue abre captação de franqueados e prevê mil unidades no Brasil até 2030
Companhia apresentou os planos a lideranças do franchising; CBCNECI informa investimento previsto de R$ 3,2 bilhões e expectativa de 25 mil empregos

A Mixue, rede chinesa de sorvetes, chás e bebidas geladas, abriu a captação de franqueados no Brasil e apresentou os planos de expansão a executivos e lideranças do franchising. O encontro ocorreu em 24 de setembro, no Rio de Janeiro, promovido pela Câmara Brasil China Nova Era de Comércio e Inovação, a CBCNECI, com a comitiva da Câmara de Franquias.
Tian Zezhong, CEO da Mixue no Brasil, e Daniel Barbosa, gerente de desenvolvimento de negócios, expuseram o plano da companhia para o mercado brasileiro. Segundo informações divulgadas pela CBCNECI, a expansão prevê investimentos de R$ 3,2 bilhões, meta de mil unidades até 2030 e expectativa de geração de 25 mil empregos.
A rede iniciou a operação brasileira em abril deste ano, com a primeira loja no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista, e colocou o Rio de Janeiro entre os mercados previstos para a sequência da expansão.
Fundada em 1997 na China, a Mixue soma mais de 47 mil lojas no mundo, número que a coloca à frente de grandes redes globais de alimentação em quantidade de pontos de venda. Mais de 99% das unidades são operadas por franqueados.
O modelo combina preço baixo, escala e controle da cadeia de suprimentos. Parte relevante da receita da companhia vem do fornecimento de matérias-primas, equipamentos e embalagens às franquias, arranjo que sustenta a padronização e o custo da operação.
Mauricio Salkini, especialista em franchising e conselheiro da Câmara de Franquias da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado do Rio de Janeiro e da CBCNECI, apresentou dados sobre o modelo brasileiro de franquias e as características do mercado. A pauta incluiu ainda a contratação de jovens do ensino médio da rede pública como alternativa à dificuldade de preenchimento de vagas no setor.
A operação da Mixue se soma ao avanço de marcas chinesas sobre o mercado consumidor brasileiro em segmentos como automóveis, eletrodomésticos, comércio eletrônico, mobilidade e delivery. No foodservice e no franchising, a presença é mais recente.


