Internet e televisão concentram a maior parte do investimento em mídia no país
Painel com 306 agências mostra os dois meios praticamente empatados no primeiro semestre. Dentro da internet, display e outros formatos ficam à frente de redes sociais, vídeo e busca

A internet e a televisão concentraram a maior parte do investimento em mídia realizado por agências de publicidade brasileiras no primeiro semestre de 2026, com participações praticamente idênticas. A internet respondeu por 40,7% do total, com R$ 5,62 bilhões, e a televisão por 40,6%, com R$ 5,61 bilhões. Os dados são do painel Cenp-Meios divulgado em 16 de setembro pelo Cenp, o Fórum da Autorregulação do Mercado Publicitário, e reúnem as compras de espaço publicitário de 306 agências, que somaram R$ 13,82 bilhões entre janeiro e junho.
Os demais meios ficaram bem abaixo dessas duas fatias. A mídia exterior, o chamado OOH, foi o terceiro colocado, com R$ 1,86 bilhão e participação de 13,4%. Em seguida vieram rádio, com R$ 475,7 milhões e 3,4%, jornal, com R$ 169,4 milhões e 1,2%, cinema, com R$ 44,8 milhões e 0,3%, e revista, com R$ 39,6 milhões e 0,3%.
A composição interna de cada um dos dois principais meios é o dado que mais detalha para onde a verba foi. Na televisão, a TV aberta concentrou 74,4% do investimento no meio, contra 25,6% da TV por assinatura.
Na internet, subdividida pelo Cenp em cinco segmentos desde 2019, a maior parcela não ficou com as redes sociais. Display e outros formatos somaram R$ 3,26 bilhões e responderam por 58,0% do meio. As redes sociais vieram em seguida, com R$ 1,35 bilhão e 24,0%. Vídeo ficou com R$ 651,3 milhões, ou 11,6%, busca com R$ 336,9 milhões, ou 6,0%, e áudio com R$ 20,9 milhões, ou 0,4%. O segmento identificado como social corresponde à compra de mídia em veículos de redes sociais, formalizada por Pedido de Inserção. Contratos de publicidade firmados diretamente entre anunciantes e criadores de conteúdo, fora desse fluxo, não integram o painel.
Segundo as notas do painel, os investimentos feitos nas plataformas digitais dos veículos de jornal, revista e TV por assinatura foram alocados nos respectivos meios, e não no meio internet. A mesma regra passou a valer para OOH a partir de 2024.
Como o painel é montado
O Cenp-Meios reúne as compras de espaço publicitário efetivamente executadas e faturadas, informadas pelas próprias agências a partir dos Pedidos de Inserção. Os valores apresentados são os faturados, ou seja, a remuneração recebida pelos veículos já descontado o desconto-padrão de agência, cuja recomendação, segundo as Normas-Padrão, é que não seja inferior a 20%. O sistema é acompanhado pelo Núcleo de Qualificação Técnica, com representantes de anunciantes, agências, elos digitais e veículos, e contou com verificação da KPMG para análise de integridade e segurança.
O painel deste semestre reuniu 306 agências, sendo 240 matrizes e 66 filiais. O Cenp registra em nota técnica que o número de agências participantes muda a cada edição e que, por isso, não é possível fazer comparações entre períodos. A entidade também informa que não valida nem se responsabiliza por dados projetados por terceiros a partir do painel.
Fonte: Cenp-Meios, painel janeiro a junho de 2026, com 306 agências participantes. Valores faturados, obtidos a partir de declaração das agências. Dados divulgados em 16 de setembro de 2026. www.cenp.com.br


