IBEVAR projeta vestuário e farmácia em alta, mas móveis e material de construção em queda até novembro
Projeção do instituto com a FIA Business School coloca o varejo restrito acima do ampliado no trimestre. Em agosto, a estimativa para móveis e construção era de crescimento

O Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR), em cooperação com a FIA Business School, projeta alta nas vendas de vestuário e calçados, de farmácias e cosméticos e de livros, papelaria e revistas. No mesmo levantamento, móveis e eletrodomésticos e material de construção aparecem com queda projetada nos três meses encerrados em novembro. Os dados constam do relatório de Projeção de Vendas do Varejo referente ao trimestre de setembro a novembro, divulgado em 9 de setembro de 2026.
Entre os segmentos com projeção positiva, livros, papelaria e revistas registra a maior expansão do período: 6,99% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2025, com acumulado de 12 meses em 5,48%. Vestuário e calçados avança de 3,05% em setembro para 4,32% em novembro, também na comparação anual. Farmácias e cosméticos acumulam alta de 5,10% em 12 meses.
Do lado negativo, móveis e eletrodomésticos registram queda projetada de 1,70% em setembro, 3,64% em outubro e 6,29% em novembro. Material de construção permanece no campo negativo ao longo de todo o trimestre, com quedas de 1,96%, 3,00% e 2,89% nos mesmos meses. Informática e material de escritório passa de alta de 0,74% em setembro para queda de 7,39% em novembro.
Varejo restrito é projetado acima do ampliado
Para setembro, o Varejo Restrito — recorte que exclui automóveis e materiais de construção — é projetado com crescimento de 2,57% ante setembro de 2025, com acumulado de 12 meses em 1,89%. O Varejo Ampliado é projetado em 1,50% na base anual.
O relatório referente ao trimestre de setembro a novembro, nas versões divulgadas, não apresenta recorte específico para hipermercados e supermercados.
Felisoni atribui o movimento ao crédito
Para Claudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, a seletividade no consumo reflete o impacto direto do crédito sobre as famílias. Segundo ele, os consumidores têm priorizado bens essenciais e itens de menor valor unitário, reduzindo o endividamento em categorias que dependem de prazos de financiamento mais longos.
Projeção anterior era de alta em móveis e construção
No relatório anterior, referente ao trimestre de agosto a outubro e divulgado em 10 de agosto de 2026, o instituto projetava, para setembro, alta de 5,41% em móveis e eletrodomésticos e de 5,93% em material de construção — os mesmos segmentos que agora aparecem com queda projetada para aquele mês.
A relação entre os dois recortes gerais também era inversa. Naquela edição, o Varejo Ampliado era projetado em 3,00% para setembro, e o Varejo Restrito, em 2,01%.
O relatório de agosto trazia ainda projeção para hipermercados e supermercados, com crescimento anual entre 1,57% e 2,19%, e para veículos, motos, partes e peças, com alta de 5,37% em setembro.
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