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Franchising desacelera e mercados autônomos saem dos destaques da ABF

Alimentação – Comercialização e Distribuição liderou o primeiro trimestre com alta de 22%, atribuída pela entidade à expansão dos mercados autônomos, e não figura entre os cinco destaques do trimestre seguinte

Varejo News

· 2 min de leitura

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Franchising desacelera e mercados autônomos saem dos destaques da ABF

O segmento de franquias que a Associação Brasileira de Franchising (ABF) apontou como o mais dinâmico do primeiro trimestre de 2026, com desempenho atribuído à expansão dos mercados autônomos, saiu da lista de destaques do segundo trimestre.

No balanço de janeiro a março, divulgado em junho, Alimentação – Comercialização e Distribuição avançou 22% em faturamento, o maior crescimento entre todos os segmentos monitorados pela entidade. A ABF atribuiu o resultado à expansão dos mercados autônomos e das operações de conveniência, além do fortalecimento de redes de chocolates, cafeterias e produtos para consumo imediato.

Na Pesquisa Trimestral de Desempenho referente ao segundo trimestre, divulgada em 4 de setembro, o segmento não consta entre os cinco destaques citados pela entidade. As maiores altas ficaram com Limpeza e Conservação, com 17,6%, Saúde, Beleza e Bem-Estar, com 15,2%, Alimentação – Food Service, com 13,7%, Entretenimento e Lazer, com 12,1%, e Educação, com 11,8%.

No agregado, o franchising registrou crescimento nominal de 9,3% no segundo trimestre, com faturamento de R$ 76,3 bilhões, ritmo inferior aos 10,1% do primeiro trimestre. No semestre, a alta foi de 9,7%, com R$ 149 bilhões.

A ABF registra que o resultado foi obtido em ambiente marcado por juros elevados, inflação ainda pressionada, restrição de crédito, endividamento das famílias e atividade econômica geral em ritmo menor, o que pressiona o caixa das redes e demanda disciplina financeira.

Tom Moreira Leite, presidente da ABF, afirma que, em contexto de maior racionalidade nos gastos, seguem crescendo os negócios ligados a conveniência, bem-estar e necessidades recorrentes, e que o consumidor pode adiar a compra de bens duráveis mas continua frequentando farmácias, academias, clínicas, lavanderias, minimercados, cafeterias e serviços de alimentação.

A base de lojas seguiu em expansão. O setor encerrou o trimestre com mais de 207,2 mil operações em funcionamento, 6.652 a mais que no segundo trimestre de 2025, e aproximadamente 1,803 milhão de empregos diretos, alta de 58.566 postos.

Para o restante do ano, a ABF aponta como desafios o custo de capital, a transição da reforma tributária e a pressão sobre insumos, e mantém expectativa positiva sustentada por consumo doméstico, crescimento dos serviços de conveniência, digitalização e expansão do empreendedorismo.

A pesquisa do segundo trimestre foi feita com base amostral de redes que representam aproximadamente 41% do faturamento e 34% das operações do setor, com dados auditados por empresa independente.

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