Alimentação responde por 0,09 ponto do IPCA-15 de setembro
Alimentação e bebidas subiu 0,40% e alimentação no domicílio, 0,38%, revertendo a deflação de agosto. Arroz avançou 2,39% e carnes, 1,30%

A prévia da inflação de setembro ficou em 0,70%, a maior desde abril, quando o IPCA-15 marcou 0,89%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (25) pelo IBGE, inverte a deflação de agosto, de 0,40%. No acumulado de 12 meses, o índice chega a 4,47%, acima dos 4,24% dos 12 meses imediatamente anteriores. Os preços foram coletados entre 15 de agosto e 15 de setembro.
O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,40% e respondeu por 0,09 ponto percentual do resultado. A alimentação no domicílio avançou 0,38%.
Entre as altas do mês, o tomate subiu 20,76%, o arroz, 2,39%, e as carnes, 1,30%.
A alimentação fora do domicílio subiu 0,44%. As refeições aceleraram de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro, enquanto o lanche desacelerou de 0,75% para 0,44%.
A alta do tomate no atacado
A variação do tomate no consumo acompanha o que a Conab registrou no atacado. O Boletim Hortigranjeiro de setembro apontou valorização de 18,13% na média ponderada de dez Ceasas em agosto — o único item do grupo de hortaliças a subir no mês — e, na primeira quinzena de setembro, altas de cerca de 35% na Ceagesp, 53% na Ceasa do Rio, 57% em Curitiba e 58% na CeasaMinas, em Belo Horizonte.
A companhia usa como referência a caixa de 22 quilos do tomate italiano, que saiu de R$ 70 em julho para R$ 120 em agosto e R$ 180 na primeira quinzena de setembro.
Segundo a Conab, o movimento decorre de oferta insuficiente para atender à demanda, de temperaturas mais baixas que retardam a maturação dos frutos e de chuvas no Sul e no Sudeste que dificultam a colheita e os envios aos entrepostos.
Energia elétrica
O grupo Habitação subiu 2,07% e teve o maior impacto do mês, 0,31 ponto percentual. Dentro dele, a energia elétrica residencial registrou o maior impacto individual do índice, 0,29 ponto, com alta de 7,42%.
Em agosto, a conta de luz havia caído 6,25%, beneficiada pelo Bônus de Itaipu — a distribuição do saldo positivo da conta de comercialização da hidrelétrica, que vira crédito na fatura. Em setembro, sem o desconto, a tarifa cheia passou a ser comparada com a de um mês mais baixo. O IBGE registra que o efeito já era esperado.
Transportes
O grupo Transportes subiu 0,60%, com impacto de 0,12 ponto percentual, influenciado pelas passagens aéreas, que avançaram 9,82%. Os combustíveis variaram 0,22% no mês.
Demais grupos
Saúde e cuidados pessoais subiu 0,13%, com impacto de 0,02 ponto. Despesas pessoais teve a segunda maior variação do mês, 0,96%. Educação registrou a menor, 0,03%. Todos os nove grupos pesquisados tiveram alta em setembro.
Sobre o indicador
O IPCA-15 é prévia e não substitui o IPCA fechado do mês, a ser divulgado em outubro. O índice acompanha o custo de vida de famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.
O boletim Focus, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro divulgada em 21 de setembro, apontava expectativa de 0,52% para o mês.


