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ABRAS registra alta de 6,5% no varejo alimentar após a proibição das bets

Sul e a região de Minas, Espírito Santo e interior do Rio lideraram o crescimento nas duas semanas medidas pela entidade

Varejo News

· 2 min de leitura

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ABRAS registra alta de 6,5% no varejo alimentar após a proibição das bets

O varejo alimentar brasileiro cresceu 6,5% na semana de 5 a 11 de outubro em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo estudos da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, a alta foi de 6,3%.</span>

Na primeira semana, a região Sul e a região que compreende Minas Gerais, Espírito Santo e o interior do Rio de Janeiro registraram o maior índice, ambas com 10,6%. Em seguida vieram o Nordeste, com 6,5%, e o interior de São Paulo, com 5,6%. Grande Rio de Janeiro (4%), Centro-Oeste (3,6%) e Grande São Paulo (1,2%) completaram o quadro. 

Na segunda semana, o Sul seguiu à frente, com 9%, acompanhado pela região de Minas, Espírito Santo e interior do Rio (7,1%) e pela Grande Rio de Janeiro (6%). Interior de São Paulo e Grande São Paulo cresceram 5,6% e 5,5%. Nordeste e Centro-Oeste fecharam a lista com 4,5% e 3,5%. 

A mudança mais relevante entre as duas semanas está na Grande São Paulo, que saiu de 1,2% para 5,5%, e na Grande Rio de Janeiro, de 4% para 6% — as duas praças de maior densidade de lojas do país aceleraram enquanto Nordeste e Centro-Oeste perderam ritmo.

Para a ABRAS, o movimento está ligado à proibição das bets, em vigor desde a publicação da Medida Provisória 1.394/2026, em 25 de setembro. A entidade aponta crescimento de volume concentrado na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café, em todos os canais do varejo alimentar — supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos. 

A associação relaciona os números a dados públicos do Banco Central que mostram redução imediata de 10% no número de transações por Pix no país quando as bets foram proibidas, percentual hoje em 7%. 

A leitura de causalidade é da ABRAS. Os dados apresentados mostram a coincidência entre a queda nas transações e a alta nas vendas, mas não isolam outros fatores que influenciam o consumo das famílias no período.

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