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Falta de animal pronto para abate leva boi gordo a R$ 369,90 por arroba

Indicador do Cepea subiu de R$ 353,47 para R$ 369,90 entre 14 de setembro e 2 de outubro, superando a marca de abril; frigoríficos de pequeno e médio porte são os mais pressionados

Varejo News

· 2 min de leitura

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Falta de animal pronto para abate leva boi gordo a R$ 369,90 por arroba

O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ fechou em R$ 369,90 por arroba em 2 de outubro, alta de 0,93% no dia. O valor supera a marca registrada em abril de 2026, até então a maior do ano.

A arroba é a medida com que os frigoríficos remuneram o pecuarista pelo animal pronto para abate, e corresponde a 15 quilos de carcaça. Ela antecede, na cadeia, os preços de atacado com que o varejo repõe o açougue.

A alta foi contínua nas últimas semanas. O indicador estava em R$ 353,47 em 14 de setembro, passou a R$ 358,09 em 28 de setembro e a R$ 360,86 em 30 de setembro, antes de alcançar R$ 366,50 em 1º de outubro. A média a prazo no estado de São Paulo chegou a R$ 374,06 em 2 de outubro.

Falta animal pronto para abate

Pesquisadores do Cepea atribuem a firmeza dos preços à menor disponibilidade de animais prontos para abate, combinada com demanda externa aquecida. Segundo o centro, a menor oferta reduz a pressão de venda e mantém o poder de negociação com os pecuaristas.

A escassez atinge de forma desigual os compradores. As maiores indústrias atravessam o período com animais de confinamentos próprios, contratos antecipados e parcerias com produtores. Os frigoríficos de pequeno e médio porte, mais dependentes de compras diárias, encontram maior dificuldade para completar as programações e acabam oferecendo preços mais altos por lotes prontos.

Mercado futuro aponta novembro

Na B3, todos os contratos de boi gordo renovaram a máxima no início de outubro. O contrato com vencimento em outubro de 2026 foi cotado a R$ 388 por arroba, 0,8% acima do último preço praticado em setembro. O contrato para novembro superou a expectativa registrada para dezembro, o que coloca novembro como o mês de maior cotação esperada para 2026, ainda que a diferença entre os vencimentos a partir desse mês seja pequena.

Carne bovina segue fora do mercado europeu

A União Europeia suspendeu em 3 de setembro a entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros, por descumprimento das regras do bloco sobre uso de antimicrobianos. Segundo a Agência Brasil, a União Europeia não identificou casos de contaminação nem irregularidades sanitárias em lotes brasileiros, e a medida não interrompe a produção nem a comercialização desses produtos no mercado interno.

O governo brasileiro aguarda auditoria presencial na cadeia da carne bovina, nos moldes da realizada na cadeia de frango, encerrada em 4 de setembro com parecer favorável. Entre as medidas apresentadas está um protocolo privado elaborado pela Confederação Nacional de Agricultura e pela Abiec, já aprovado pelo Ministério da Agricultura, que prevê auditorias em fazendas e frigoríficos habilitados a exportar para o bloco.

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