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Cesta de 12 produtos básicos sobe em agosto, e a Abrasmercado cai

Dados divulgados pela ABRAS mostram recuo de 0,57% na cesta de 35 produtos e avanço de 0,09% na de 12 básicos; no acumulado do ano, a cesta básica sobe 4,81%, contra 4,60% da outra

Varejo News

· 2 min de leitura

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Cesta de 12 produtos básicos sobe em agosto, e a Abrasmercado cai

As duas cestas de preços acompanhadas pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) registraram comportamentos distintos em agosto. A cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, caiu 0,57% no mês, enquanto a cesta de 12 produtos básicos subiu 0,09% na comparação com julho. Os dados foram divulgados pela entidade na quinta-feira (1º).

A diferença também aparece no acumulado do ano. De janeiro a agosto, a cesta de 12 produtos básicos registra alta de 4,81%, acima dos 4,60% acumulados pela Abrasmercado no mesmo período. Em 12 meses, a cesta de 35 produtos acumula alta de 4,01%.

Em valores, a Abrasmercado passou de R$ 841,95 em julho para R$ 837,14 em agosto. A cesta de 12 produtos básicos alcançou valor médio nacional de R$ 356,76.

O recuo da cesta de 35 produtos em agosto foi o terceiro consecutivo, após quedas de 0,28% em junho e de 1,24% em julho.

Divergência se repete nas regiões

No recorte regional, segundo a ABRAS, todas as cinco macrorregiões registraram queda no valor médio da Abrasmercado em agosto na comparação com julho.

Já a cesta de 12 produtos básicos apresentou alta em quatro das cinco macrorregiões no mesmo mês. O Centro-Oeste foi a única região com recuo, de 0,11%, com o valor médio passando de R$ 350,94 para R$ 350,57, abaixo da média nacional de R$ 356,76.

Consumo nos lares

No mesmo levantamento, a ABRAS registrou alta de 2,21% no consumo nos lares brasileiros em agosto na comparação com julho, e de 2,69% em relação a agosto de 2025. No acumulado de janeiro a agosto, o avanço é de 2,71%. O resultado de agosto foi mais moderado que o da passagem de junho para julho, quando o indicador havia crescido 3,01%.

Os dados são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, e contemplam o desempenho de todos os formatos de supermercado.

O vice-presidente da ABRAS, Marcio Milan, atribuiu a trajetória positiva do consumo à queda de preços de alguns alimentos, combinada a indicadores favoráveis do mercado de trabalho e ao avanço da renda em relação ao ano anterior. Segundo ele, a entidade acompanha a retomada da alta dos alimentos na prévia da inflação de setembro e eventuais efeitos do clima sobre a oferta, e ainda é cedo para dizer se a pressão sobre os preços deve persistir nos próximos meses.

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